domingo, 29 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Petição Pelo rigor na cobertura mediática do acordo com a "troika": um empréstimo não é uma ajuda
Continuando no tema dos media, uma das maneiras de ludibriar o comum cidadão é a utilização de expressões que suavizam a realidade. Um dos abusos de linguagem mais gritantes nos últimos tempos é chamarem o empréstimo da troika de "ajuda externa". Pelos vistos, se tivermos de pedir um empréstimo ao banco devemos chamar-lhe de "ajuda bancária"...
Por isso surgiu mais uma petição para obrigar os media a "chamar os bois pelos nomes". Assinem que é importante!
"Uma comunicação social livre, exigente, isenta e plural é uma condição fundamental da democracia. À relevância do papel social de produção e difusão de notícias deve corresponder a mesma dose de responsabilidade e exigência no tratamento noticioso da realidade que é, necessariamente, construída pela própria noticia. Especialmente num período em que nos aproximamos de eleições, a responsabilidade sobre os temas tratados não deve existir apenas no plano da justa distribuição de tempo pelas várias ideias e opções politicas que se apresentam perante o sufrágio dos cidadãos: a semântica reveste-se igualmente de uma importância crucial no tratamento noticioso.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Muitos portugueses comem palha mas cada vez mais eleitores informam-se e pensam pela sua cabeça
Já algumas vezes aqui escrevi sobre o papel dúbio que os media nacionais têm tido na divulgação das propostas dos vários partidos. Chegou-se ao ponto em que (finalmente!) algum tribunal aplica a lei e afirma que TODOS os partidos merecem O MESMO tratamento da parte da comunicação social. O acórdão é apenas sobre os debates televisivos frente-a-frente, mas não é difícil perceber que o mesmo devia acontecer com os noticiários. Só é pena não obrigar os partidos "grandes" a cumprirem os seus deveres perante os cidadãos.
Os media andam a dar palha aos portugueses à anos. Felizmente a internet, e essencialmente a blogosfera, tem conseguido furar o estreitamento de opiniões com que nos impingem as visões dos partidos dominantes. Ainda há muita gente mal informada sobre as reais opções nestas próximas eleições, mas graças ao esforço e partilha de informação de cada vez mais bloggers as escolhas editoriais de jornais, rádios e televisões, mais ou menos encapotadas e sempre subordinadas aos critérios e interesses dos patrões/accionistas, passam cada vez menos despercebidas. É necessário que quem está mais esclarecido seja capaz de argumentar com os menos esclarecidos e demonstrar as incoerências e incompetências gritantes dos partidos do "arco do poder". Esta é a missão de qualquer cidadão decente. Espero que também seja a de quem lê este post...
Por fim deixo-vos com a opinião de António Campos (que desconheço), encontrada algures nesta caixa de comentários: "É fundamental que votemos em 5 de Junho para que o PS sofra a sua merecida derrota. Para os eleitores menos informados e esclarecidos politicamente a sua preocupação deverá ser, votar no PSD ou no CDS. Devem derrotar de modo primário José Sócrates e a sua pandilha, não entendendo eventualmente outros aspectos do contexto em que nos encontramos.
Para os eleitores mais bem informados penso que os seus votos devem incidir nos partidos de esquerda, BE ou PCP, pois revelam também o seu vivo protesto contra a situação em que nos encontramos, e se procuram vislumbrar algumas alternativas consistentes à “ajuda externa” em que fomos envolvidos."
Para os eleitores mais bem informados penso que os seus votos devem incidir nos partidos de esquerda, BE ou PCP, pois revelam também o seu vivo protesto contra a situação em que nos encontramos, e se procuram vislumbrar algumas alternativas consistentes à “ajuda externa” em que fomos envolvidos."
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Vale tudo menos falar do que é importante
Quem soube prever a crise mundial avisa que terá de haver uma reestruturação da dívida grega. Quem já ganhou um Nobel da Economia também e estende o aviso a Portugal e Irlanda. As taxas de juro sobre as dívidas soberanas de Espanha, Itália e Bélgica não param de subir (são os próximos na lista dos "mercados"...). Claro que a nossa elite não presta atenção. Há sempre quem prefira ouvir Medina Carreira... Como eu já disse, é uma questão de incompetência cravada nos genes das elites portuguesas.
O que não tem piada nenhuma é que estamos em plena campanha para eleições legislativas e os partidos que assinaram o memorando da troika nada dizem sobre a situação dos países que levaram com a intervenção do FMI/BCE/UE antes de nós. Não convém à troika interna que se exponha o buraco que CDS, PSD e PS estão a continuar a cavar para o país, e os media ajudam ao não confrontarem os candidatos desses partidos com os resultados nos outros países. Estes partidos, por seu lado, fazem o tudo por tudo para encherem a agenda mediática nem que seja com tiros nos pés! Outra estratégia diária é o ataque ao carácter dos líderes partidários. E aqui faço minhas as palavras do Daniel Oliveira: "O meu problema não é isto ser debate. Participo nele e muitas vezes aqui escrevi sobre este tipo de assuntos. O meu problema é quando isto é todo o debate que sobra. Porque leva as pessoas ao erro quanto ao diagnóstico: se tudo se resume às características pessoais e éticas dos governantes, a Europa, a desregulação dos mercados financeiros, os erros no nosso modelo de desenvolvimento ou a desigualdade estrutural em todos os domínios da vida portuguesa ficam arredados de qualquer conversa. E são o que realmente conta. Muitos portugueses acreditam que chegámos aqui por causa do que aconteceu no País nos últimos seis anos. Claro que também foi por isso. Mas resumir os nossos problemas ao último governo e às questões domésticas é de tal forma absurdo, tem tão pouca relação com os factos, que é argumento que não se aceita em pessoas inteligentes e informadas que estejam de boa-fé num debate."
Sinceramente começo a achar que a escolha no próximo dia 5 de Junho vai ser entre homens e mulheres que querem enfrentar um problema (BE e PCP) e crianças (CDS, PSD e PS) que se recusam a assumir as suas responsabilidades. Mais uma vez, repito:
NA PRÓXIMA ELEIÇÃO NÃO SE VOTA NO CENTRÃO!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Este PSD é (a) sério?!...
Voltando novamente ao artigo de opinião assinado por Henrique Fidalgo, Presidente da CP da JSD de Anadia, no JB da passada 5ª feira, há aqui uma afirmação caricata que merece que se "abra a pestana" para a seriedade da campanha do PSD.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Defender o indefensável?!...
No ultimo Jornal da Bairrada, na versão impressa (não na versão online), encontrámos logo na contra-capa as 2 piores opiniões que se podem encontrar, da autoria de Henrique Fidalgo e de A. Lebre de Freitas.
Curiosamente a opinião de Henrique Fidalgo está no blog do PSD de Anadia. Além de ter ficado a saber que o JB está a fazer campanha pelo PSD (um editorialzinho teria ficado bem melhor...), gostei muito de ler esta opinião. E porquê, perguntam-se já os leitores? Porque, tal e qual como no resto do PSD, não há lá nada. Rien de rien. H. Fidalgo ataca o PS como um touro, "apenas" esquece-se de defender as posições do PSD. Reconheço-lhe o mérito: não tendo nada de jeito para defender pelo menos tenta atacar. É uma pena atacar mal e esquecer que o PSD é tão ou mais culpado que o PS pela situação do país. Esperam-se dias melhores ;)
Já A. Lebre de Freitas (quem?) gostava de voltar ao partido único. Realmente há cabecinhas que nunca compreenderam o 25 de Abril. Talvez gostasse mais do tempo da outra senhora, em que realmente as elites estavam sempre de acordo, e o resto do país tinha um atraso de mais de meio século em relação ao resto da Europa Ocidental (e é melhor nem falar nos EUA...). Felizmente que opiniões destas só enganam os desprevenidos ;)
De certeza absoluta que o JB, se quiser, consegue arranjar opinadores com opiniões mais profundas. As melhoras rápidas!
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Aproveitamento da situação à cara podre...
(imagem sacada daqui!)
O problema real da economia portuguesa é a sua cúpula, ou seja, gestores, administradores e patrões com uma produtividade reduzidíssima. E não é por falta de incentivos financeiros, pois os nossos patrões e gestores são dos mais bem pagos da Europa. É simplesmente por incompetência e por os recursos dos grandes grupos económicos serem direccionados para PPP's que assegurem rendas, ou para sectores com pouca concorrência como as telecomunicações e as grandes superfícies comerciais. Não está na genética das nossas elites a noção de "correr riscos", e na minha opinião é porque, embora não o admitam, sabem que não têm competência para lidarem com a concorrência internacional em áreas de grande incorporação tecnológica. E num país em que a mobilidade social é das mais reduzidas da Europa, onde o berço conta muitas vezes mais que a competência, esta característica genética das elites é fatal.
Medida de combate ao défice: legalização das drogas
Uma das coisas que me intriga na nossa sociedade é a disseminação da hipocrisia. Um dos exemplos mais claros disso é a questão das drogas. Drogas duras como os ansiolíticos e o álcool são legais, umas por questões financeiras e de saúde, outras por questões culturais. O tabaco, que é das drogas mais viciantes que existem, também é legal. O café, que é uma droga leve mas bastante viciante, é quase uma instituição portuguesa. Já uma droga leve como a cannabis, que não causa vício, tem utilizações medicinais comprovadas e quase não tem efeitos secundários é ilegal. Digam o que disserem, isto não tem lógica nenhuma.
Subscrever:
Mensagens (Atom)