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sexta-feira, 18 de maio de 2012

+++The Mentor+++

‎"The following was written shortly after my arrest... (+++The Mentor+++)

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\/\The Conscience of a Hacker/\/

by

+++The Mentor+++

Written on January 8, 1986

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Another one got caught today, it's all over the papers.
"Teenager Arrested in Computer Crime Scandal",
"Hacker Arrested after Bank Tampering"...

Damn kids. They're all alike.

But did you, in your three-piece psychology and 1950's technobrain,
ever take a look behind the eyes of the hacker? Did you ever wonder what made him tick,
what forces shaped him, what may have molded him?
I am a hacker, enter my world... Mine is a world that begins with school...
I'm smarter than most of the other kids, this crap they teach us bores me...

Damn underachiever. They're all alike.

I'm in junior high or high school. I've listened to teachers explain for the fifteenth
time how to reduce a fraction. I understand it. "No, Ms. Smith, I didn't show my work.
I did it in my head..."

Damn kid. Probably copied it. They're all alike.

I made a discovery today. I found a computer. Wait a second, this is cool.
It does what I want it to. If it makes a mistake, it's because I screwed it up.
Not because it doesn't like me... Or feels threatened by me...
Or thinks I'm a smart ass... Or doesn't like teaching and shouldn't be here...

Damn kid. All he does is play games. They're all alike.

And then it happened... a door opened to a world... rushing through
the phone line like heroin through an addict's veins, an electronic pulse is
sent out, a refuge from the day-to-day incompetencies is sought... a board is found.
"This is it... this is where I belong..."
I know everyone here... even if I've never met them, never talked to
them, may never hear from them again... I know you all...

Damn kid. Tying up the phone line again. They're all alike...

You bet your ass we're all alike... We've been spoon-fed baby food at school
when we hungered for steak... the bits of meat that you did let slip through
were pre-chewed and tasteless. We've been dominated by sadists, or ignored
by the apathetic. The few that had something to teach found us willing pupils,
but those few are like drops of water in the desert.
This is our world now... the world of the electron and the switch, the
beauty of the baud. We make use of a service already existing without paying
for what could be dirt-cheap if it wasn't run by profiteering gluttons, and
you call us criminals. We explore... and you call us criminals. We seek
after knowledge... and you call us criminals. We exist without skin color,
without nationality, without religious bias... and you call us criminals.
You build atomic bombs, you wage wars, you murder, cheat, and lie to us
and try to make us believe it's for our own good, yet we're the criminals.
Yes, I am a criminal.
My crime is that of curiosity.
My crime is that of judging people by what they say and think, not what they look like.
My crime is that of outsmarting you, something that you will never forgive me for.

I am a hacker, and this is my manifesto.
You may stop this individual, but you can't stop us all... after all, we're all alike.

+++The Mentor+++"


O meu sincero agradecimento a todos os pensadores livres deste planeta. Passados, presentes e futuros. 


Texto encontrado aqui.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A falácia das gerações estanques

"Armando Santos [Presidente da Associação Nacional de Unidades de Diagnóstico por Imagem] acrescenta, depois, algo que merece profunda reflexão: "A rede de convencionados, que demorou 30 anos a construir, vai ser desmantelada em três meses." Pois. É preciso ter a noção de que as instituições da nossa vida colectiva demoram muito tempo a levantar, mais ainda a afinar, a "rotinar" (no bom sentido). E ter a noção de quão grande estrago pode ser feito em pouco tempo, desmantelando o que nos entregaram.
Da caixa de ferramentas dos que querem reduzir os direitos sociais faz parte a noção de "saque sobre as gerações futuras". Dizem eles: se o Estado gasta demais a proteger as pessoas de hoje, vai endividar-se, deixando a conta para pagar às gerações futuras. Estaríamos, pois, a explorar os nossos filhos e netos e bisnetos. Usam este argumento, como se não estivéssemos, ao mesmo tempo, a trabalhar para quem vem depois. É a falácia das gerações estanques. Acho que valia a pena, além de rejeitar esta falsa lógica de nos querer tomar por "prisioneiros do futuro", dar atenção também ao património legado pelas gerações passadas. Devia ser condenável, e condenado, que o legado das gerações anteriores fosse desperdiçado. Destruir em meses um ambiente institucional que demorou décadas a construir é desperdiçar um legado.
A facilidade com que se pode destruir um legado destes dá a medida da fragilidade das instituições. Esse é, de modo geral, um dos nossos grandes problemas como país. E é preciso pensar nisto para lá da dialéctica governo/oposição no momento."

Porfirio Silva (sublinhado meu...)

sábado, 24 de setembro de 2011

domingo, 18 de setembro de 2011

Andamos nesta vida para quê?

"Ter um filho é um voto de fé. É acreditar que temos de fazer alguma coisa para que isto seja melhor, senão estamos a pô-lo num mundo terrível que vai ser ainda mais terrível. As pessoas que têm filhos deviam unir-se e fazer disto um mundo melhor."

Valter Hugo Mãe, numa (excelente) entrevista ao i, conduzida por Maria Ramos Silva. 

Post completamente gamado ao Pedro Correia.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Um pouco de sanidade nos dias que correm...

(...) "As grandes tragédias humanas não resultam da ignorância, da cobiça ou da malvadez, mas da pura e simples estupidez. Não porque a maioria das pessoas seja estúpida, mas porque em situações de complexidade extrema nos tornamos vulneráveis à estupidez. Há poucas coisas mais poderosas que a estupidez que está na moda. A difusão da estupidez encontra-se aliás tão facilitada pelos meios de comunicação contemporâneos que ela dá a volta ao mundo enquanto a lucidez acaba de calçar as botas. 

(...)


Seria estúpido buscar uma solução simples, rápida e eficaz para a estupidez, mas todos podemos exercitar a nossa capacidade de resistir ao seu contágio. 

Evite dar ouvidos a monomaníacos, gente de uma só causa e uma só ideia. Mas não desconfie menos daqueles que estão sempre prontos a discorrer a todo o momento sobre qualquer assunto, sobretudo se forem vivos de espírito. Duvide de afirmações taxativas, unilaterais, lapidares. Procure conhecer as opiniões contrárias, principalmente aquelas de que à partida discorda. Lembre-se de que, se toda gente concorda com algo, provavelmente tratar-se-á de um erro. 


Faça de conta que o mundo existe fora das suas opiniões. Pratique a ironia em relação às suas certezas pessoais. Ensaie pensamentos desconfortáveis. Duvide. Esqueça. Aprenda. O cepticismo, outrora luxo de filósofos, é agora necessidade que todo o cidadão precisa de cultivar, sob pena de a estupidez tomar conta do mundo. "


Excelente texto de João Pinto e Castro.