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sábado, 7 de maio de 2011

O "inevitável" é inviável

(imagem sacada da gui!)

O que a troika veio fazer a Portugal não é ajuda nenhuma, como fazem questão de difundir os media, os banqueiros, o PS, o PSD e o CDS. troika veio enterrar Portugal! Para explicar isso vou fazer aqui algumas contas a 2 anos, o período em que "só" pagamos 3,25% de juro anual sobre os 78 mil milhões de euros do empréstimo, e a contar com as projecções da troika para a nossa economia:

O PIB português foi, em 2010, de 186 mil milhões de euros, tendo a dívida pública aproximadamente esse valor (100% do PIB). Com este empréstimo a nossa dívida sobe imediatamente para 142% do PIB (264 mil milhões), e ainda temos de juntar 5 mil milhões de juros nos 2 anos (2,5 por ano), ficando então a dívida em 269 mil milhões. Imaginando, e sendo muuuuuito optimista, que nos próximos 2 anos conseguimos pagar 1/3 da dívida actual (62 mil milhões), o valor da dívida desce para 207 mil milhões. Acontece que nos próximos 2 anos está prevista uma recessão que vai diminuir o PIB em 5% no total, para 177 mil milhões. Desta forma, Portugal terá no final de 2013 uma dívida pública de 116% do PIB, contra os 100% actuais. Com este plano Portugal estará em pior situação do que a actual! Olhem para a Grécia, que já recebeu uma "ajuda" destas e agora começa a falar em renegociar a dívida! A TROIKA NÃO AJUDOU NADA, SÓ ENTERROU!!!


É por causa disto que nas próximas eleições, e pela 1ª vez desde que tenho mais de 18 anos, vou votar PCP ou BE. São os únicos partidos capazes de devolver esta "ajuda" à procedência. Se a esquerda ganhar vai doer-nos muito, é quase garantido que fazemos uma renegociação da dívida e que saímos do euro. Não vamos poder pedir dinheiro emprestado ao exterior durante 10 anos, o que se calhar até nem é mau de todo... Vamos ter de rever o Estado de alto a baixo. O Estado terá de funcionar unicamente com o dinheiro que recolher através dos impostos. Vamos ter de voltar a produzir a grande maioria dos nossos alimentos e dos nossos produtos básicos. Vamos ter de reduzir drasticamente as nossa importações. Mas vamos manter-nos à tona da água enquanto vemos a UE a desmembrar-se, afogada em dívida e na recessão que nos querem impingir a nós para safar os bancos alemães e franceses e evitar a recessão no centro da Europa. É esta a altura em que se vê quem são os Homens e as Mulheres e quem são os ratos, quem enfrenta a adversidade e os erros próprios de cabeça erguida e quem se põe de cócoras para receber o castigo que lhe quiserem dar.


E não me venham falar do discurso de ontem do Cavaco, que eu nunca comi palha! Vejam mas é o que aconteceu à Grécia...


Debtocracy International Version por BitsnBytes

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Crise do capitalismo



Na minha opinião anterior, escrevi "que FMI, UE e BCE finalmente perceberam que a cartilha aplicada à Grécia e à Irlanda tem algo de errado". A bem dizer, fui demasiado optimista: o plano da troika implica pelo menos 2 anos de recessão. E continuam a não perceber que a resolução desta crise não está nas mãos de pequenos países como Portugal, Irlanda ou Grécia, mas sim nas mãos das grandes economias como EUA, China, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Índia e Brazil. Continuam a não perceber que é o capitalismo selvagem que leva a estas situações, que sem regulação do mercado financeiro a especulação vai saltar de país em país até ter dimensão para atacar as grandes economias. 
Vamos estar a pagar os desmandos dos bancos, palavras que não são minhas, mas antes de Olli Rehn, o finlandês que é o Comissário Europeu da Economia e Finanças. Com amigos destes, quem é que precisa de inimigos?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Amanhã é o dia T


Hoje já tivemos a dose de propaganda socrática. Do mal o menos, parece que FMI, UE e BCE finalmente perceberam que a cartilha aplicada à Grécia e à Irlanda tem algo de errado. Mas amanhã é que é o verdadeiro dia para sabermos as más notícias, o dia T para a troika anunciar o seu plano para Portugal. Tudo o que apresentem com juros superiores a 3% devia ter sido recusado. O nosso país não vai crescer, de certeza absoluta, acima dos 3% nos próximos anos, logo com juros acima desse valor só temos a garantia que no final deste período vamos estar com uma dívida pública ainda maior que a actual. E entre renegociar a dívida pública agora, quando esta anda à volta dos 100%, ou daqui a 2 anos quando ela andar próxima dos 150% vai uma diferença muito grande. Ou há bom senso da parte dos credores ou então somos obrigados a optar pela via mais difícil, para os portugueses e para os credores...

sábado, 30 de abril de 2011

O que vem cá fazer o FMI

Imagem sacada daqui!

O Cagido fez uma resenha das medidas de austeridade impostas à Grécia. Ide ver para saberem o que nos espera se não fizermos default...

PS: O que se passa com o Bairradices? Espero que seja temporário...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Aprendam com quem sabe da poda

Imagem sacada daqui!


O presidente do Partido Socialista Europeu, o dinamarquês Poul Rasmussen, e "pai" da flexissegurança deu uma interessante entrevista ao Público. Convém ler bem o que este líder que colocolou a Dinamarca ao nível das melhores economias europeias tem para dizer:


"Vejo o presidente Sarkozy, em França, a falar só da flexibilidade e a esquecer tudo sobre a segurança, e o mesmo se passa com a maioria conservadora na Europa”


“A Europa está nas mãos erradas – temos uma maioria conservadora no Parlamento Europeu, no Conselho da Europa, na Comissão Europeia, e esta combinação está a pressionar Portugal de forma muito, muito pesada (...) e eles só pensam numa coisa – austeridade, austeridade, austeridade”


Afinal, talvez a UE ainda tenha líderes à altura de Delors, Kohl e tantos outros que souberam criar o maior bloco económico da História. O problema são os actuais líderes, principalmente os de centro e direita, que apenas demonstram uma visão limitada ao seu próprio umbigo. Talvez estejam rodeados das pessoas erradas, também com uma visão limitada do mundo. Para Portugal, o caso está mesmo muito grave... 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Convergência Nacional em torno do emprego e da coesão social


A convergência social-democrata é, nos tempos que correm, defendida apenas por personalidades de esquerda, e foi colocada em forma de petição pública aqui (assinem!!!). É triste chegarmos ao ponto em que são militantes do Bloco de Esquerda, do PCP e a facção mais esquerdista do PS (leiam os signatários iniciais no final do texto, pf...) que defendem o modelo económico e social que mais fez progredir a Humanidade ao longo de toda a História. Este é o retrato fiel do enviesamento ideológico de PS, PSD e CDS. Centrão??? NÃO!!!
Deixo-vos com o texto da Petição para a Convergência Nacional em torno do emprego e da coesão social, que eu encontrei aqui:

"Num momento dramático como o que vivemos, a sociedade portuguesa precisa de debate e de convergências democráticas. Precisa também de reconhecer que a crise do liberalismo económico, de que a acção dos programas patrocinados pelo FMI tem sido uma expressão, obriga a reavaliar opiniões e prioridades e a construir soluções novas, assentes em ideias e escolhas claras e num programa explícito, sabendo que na democracia nunca há a inevitabilidade de uma escolha única, porque a democracia procura as melhores soluções da forma mais exigente.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Morte às agências de rating!!!!!!!!!!

Imagem sacada da Gui!

O que se passou com o nosso país foi muito esquisito. Diria mesmo que demasiado esquisito: o rating do país e de bancos desceu constantemente desde que a Irlanda pediu o empréstimo ao FMI/FEEF, mesmo depois de sermos das economias europeias que menos quebrou com a crise do subprime; notícias constantes do país na imprensa internacional; fundos financeiros, cujos proprietários são desconhecidos, a entrarem nos leilões de dívida portuguesa; e, ainda mais engraçado, esses mesmos fundos são accionistas das agências de rating. Sabem o que é isto: CRIME! E chama-se manipulação de mercado. Para saberem mais leiam aqui.

terça-feira, 12 de abril de 2011

As consequências da (maldita!) austeridade


No domingo passado esta notícia chamou-me a atenção. Está bom de ver que o alerta tem toda a razão: com o custo de vida a subir e salários estagnados ou a descer, os prestadores de serviços privados vão ser os primeiros a sofrerem na pele o grande apertão que o FMI/FEEF/Alemanha querem implementar no nosso país. O contágio para as restantes actividades económicas vai acontecer em cascata até chegar aos bens essenciais. A tudo isto há ainda que acrescentar o apertão ao próprio Estado, que o FMI acha que pode prestar mais serviços com custos iguais ou menores aos actuais. É fácil perceber que os técnicos do FMI andam a dar forte e feio na droga (coca, no caso deles...)! Estou cá com uma vontade de ir a Lisboa fazer uma espera a estes filhos de uma mulher com a mais velha profissão do mundo!!!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Para memória futura...

Dominique Strauss-Kahn, Presidente do FMI, em 05/04/2011:


[Esta crise] "devastou todo o fundamento intelectual da ordem económica mundial do último quarto de século" (esta é para os licenciados em Economia pela Univ. Nova de Lisboa, Univ. Católica e Univ. do Porto - os manuais estão errados...)


"É claro que o crescimento deve fazer-se com uma distribuição mais equitativa das receitas"


Espero bem que Friedman e Hayek tenham morrido pela 2ª, 3ª, 4ª (...) ∞ª e última vez! Portugal saberá rapidamente se sim ou sopas...