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domingo, 18 de setembro de 2011

Extinção de freguesias


O Região Bairradina colocou ontem online um artigo (de onde saquei a imagem que ilustra este post) com a opinião dos presidentes das Juntas de Freguesia de Mogofores e de Avelãs de Caminho sobre a extinção de freguesias. A minha opinião sobre o assunto já foi dada aqui, mas repito-a para que fique claro: devia-se eliminar TODAS as freguesias em Portugal.

O presidente da Junta de Mogofores, José Maria Ribeiro (PS), fala num assunto um pouco caricato: "Há muitos idosos que necessitam de fazer prova de vida e dirigem-se aqui à Junta para lhe passarmos essa certidão". Eu acho estranho é que alguém que, obviamente, está vivo tenha de fazer o que quer que seja para o provar.

Já César Andrade, presidente da Junta de Avelãs de Caminho (PSD), fala em perdas "na prestação de serviços à comunidade". Muito sinceramente pergunto o que é que as Juntas fazem que a Câmara Municipal não possa fazer? Limpar as valetas? Limpar os caminhos? Passar certidões? Apoiar associações? O que é que as Juntas fazem que só elas, e mais nenhum organismo do Estado, podem fazer?

Por fim, ambos os presidentes chamam a atenção para os bairrismos existentes. Eu acho que esse é um argumento artificial e criado pelos políticos e senhores locais. Eu não sei distinguir um mogoforense de um avelense pela língua, pela cultura ou pelas tradições. Alguém sabe? Os de Espairo dizem que são de Espairo, os de Couvelha dizem que são de Couvelha, os da Pedralva dizem que são da Pedralva, e no entanto pertencem todos à freguesia de São Lourenço do Bairro e não há nenhuma diferença significativa entre eles. Se não afirmassem qual é a sua terra de origem, alguém conseguia adivinhar? Alguém os conseguia distinguir sequer de um natural de Vilarinho, de Paredes, de Monsarros ou da Candeeira?

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Milhão aqui, milhão ali

Quando aparecem boas notícias convém elogiar para reforçar o comportamento positivo. O fim dos governos civis e o corte nos dirigentes autárquicos de topo parecem-me boas medidas, e eu não desdenho de forma nenhuma a poupança de um milhão aqui, meio milhão acolá, 2 milhões lá...

No que toca à reorganização territorial apanhei algures e à uns tempos uma ideia que nunca mais me saiu da cabeça e que acho que tem pernas para andar: a pura e simples extinção das freguesias, com a passagem de pessoal e competências das Juntas de Freguesia (não dos eleitos para as Juntas...) para as Câmaras Municipais. Isto também pode ser gerador de poupanças significativas...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Reorganização territorial



Este tema já foi abordado aqui, no entanto li hoje uma notícia que vem dar força à necessidade de se fazer uma reorganização territorial. Como admite o próprio Presidente da Junta de Freguesia de Óis do Bairro ("Como sempre, vivemos com pouco"), o dinheiro não abunda. Sei que a Junta de Freguesia procura fazer o melhor possível com os poucos recursos que tem ao dispor, mas a magreza da conta bancária é proporcional à população e o poder reivindicativo junto da Câmara idem idem, aspas aspas. Basta olhar para o mapa e ver o tamanho da freguesia para perceber que não pode viver lá muita gente. Portanto, fica aqui a dica: freguesias com "massa crítica" em população, área e eleitores normalmente têm melhores hipóteses de fazerem investimentos mais fortes no desenvolvimento das suas localidades...