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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Os parques servem também para desenvolver áreas urbanas (parte 4)

(imagem sacada do Google Maps e editada por mim)

Voltando à carga (e ainda voltarei mais vezes), hoje venho descrever o que se pode fazer com os terrenos do ciclo e do liceu actuais de Anadia (delimitados e vermelho e azul, respectivamente). Aqui está mais uma óptima localização para um parque urbano mais dedicado ao desporto, cuja área preferencial delimitei a verde. Claro que isso implica a expropriação de terrenos florestais (delimitados a amarelo), mas com esses terrenos pode-se criar facilmente naquela área um circuito de manutenção, e preservando os campos desportivos do ciclo já se tem parte do trabalho feito... Um anfiteatro em tamanho pequeno e um parque infantil também ficariam muito bem ali.

Para a área assinalada com riscos cinzentos proponho a criação de um centro comercial, com duas torres de apartamentos/escritórios próximas dos 10 andares. O ideal seria mesmo um outlet de tamanho médio e com uma arquitectura do centro comercial e das torres que distinguisse Anadia em relação às cidades vizinhas, criando uma impressão positiva da nossa terra em quem passa pela EN1. Não me chocaria se o outlet se estendesse até à central eléctrica, ocupando os terrenos agrícolas e florestais de permeio.

Já a área assinalada com riscos brancos seria para loteamento, dedicada à construção de prédios de 2/3 andares ou de grandes moradias. Nada de comércio nesta área, apenas habitação!

Mais uma vez, o modelo de negócio é "dar" o terreno para a construção do centro comercial/outlet em troca da construção do parque, do arruamento que separa a área comercial da área habitacional e de uma passagem aérea para peões e bicicletas sobre a EN1. Beneficia-se toda a população que vive naquela encosta virada a poente e ainda a população de Espairo. O município fica com um parque, um chamariz para possíveis novos habitantes e fixação dos habitantes existentes, comércio semelhante ao que se encontra nas cidades de Aveiro e Coimbra, e ainda uma fonte de receitas para o orçamento municipal vindas da nova área comercial. O dinheiro da venda dos lotes da área habitacional assinalada com riscas brancas deve reverter totalmente para os cofres camarários, e não deve ser pouco...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Os parques servem também para desenvolver áreas urbanas (parte 3)

(imagem sacada do googlemaps e editada por mim)

Continuando a minha saga sobre a criação de zonas verdes e desenvolvimento da malha urbana de Anadia (partes 1 e 2), vou-me debruçar um pouco sobre a zona sul da cidade.

Existem dois terrenos próximos um do outro, em que um deles deve ser usado para criar um segundo parque urbano, com parque infantil e um campo desportivo: o terreno da antiga fábrica de cerâmica (delimitado a vermelho) e o terreno do antigo estádio municipal (delimitado a azul). 

A minha preferência vai para a criação do parque no terreno da fábrica e a construção de moradias no terreno do estádio. O terreno da fábrica já possui um "monumento" que, desde que esteja em boas condições estruturais, se torna imediatamente num elemento único e capaz de simbolizar a tradição anadiense de produção de cerâmicas: a chaminé (assinalada com o círculo vermelho). Além disso, a orientação do terreno, com um monte a poente, desaconselha a construção de habitações aqui.

Não sei a quem pertence o terreno entre o antigo estádio municipal e a Rua de Trás (o triângulo delimitado a azul), mas convinha incluir esse terreno na remodelação daquela zona, pois isso possibilitaria abrir uma rua entre a Rua dos Olivais e a Rua de Trás / Av. das Laranjeiras (assinalada a amarelo) que, além de permitir a passagem sem problemas de autocarros e camiões entre a Av. Eng.º Cancela de Abreu e a Av. das Laranjeiras, teria uma orientação nascente-poente excelente para a construção de habitações ou de prédios de 2/3 pisos.

O que eu proponho é que a Câmara Municipal "dê" o terreno do estádio para construção a um empreiteiro em troca da abertura do tal arruamento entre a Rua dos Olivais e a Av. das Laranjeiras e da construção do parque no terreno da antiga fábrica de cerâmica. Note-se que este parque fica já próximo da Póvoa do Pereiro, beneficiando toda população a sul de Anadia, incluindo as novas urbanizações que têm sido para lá construídas.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Os parques servem também para desenvolver áreas urbanas (parte 2)

Só posso imaginar o cepticismo com que este post deve ter sido lido. Sei que nunca se tinha falado da criação de um parque da cidade que não fosse no Monte Crasto. Mas creio que esta é a melhor solução para o desenvolvimento sustentado de Anadia. E por isso, vou continuar a desenvolver a ideia e explicar como implementá-la nos próximos posts sobre Anadia:

(imagem sacada do googlemaps e editada por mim)

Delimitei a amarelo a área que deve ser ocupada pelo parque urbano, e a outras cores as construções que será necessário demolir. Um terço da área pertence à Misericórdia de Anadia e dois terços pertencem a particulares. Será necessário demolir o actual ATL da Misericórdia (delimitado a vermelho) para permitir que uma das entradas no parque seja feita pela rua F. Castilho, o que é essencial para estimular a regeneração privada daquela zona. Na minha opinião, a contrapartida que a Câmara deve oferecer à Misericórdia pela cedência dos terrenos delimitados a preto é um terreno com boa área entre as novas escolas e a construção lá do novo ATL da Misericórdia. Se a Misericórdia pensar bem de certeza que chegará à conclusão que é uma mais-valia passar a ter o ATL junto do novo pólo escolar...

sábado, 20 de agosto de 2011

Os parques servem também para desenvolver áreas urbanas


(mapa sacado do googlemaps)

Um comentário aqui fez-me escrever um texto que acaba por ser mais de urbanismo que de outra coisa qualquer. Acabo, por isso, por quebrar o que escrevi nos 2 posts anteriores e publico mais um post antes de voltar às férias. É um texto um pouco longo, mas é a minha opinião sobre os parques infantis e sobre a necessidade de um parque para a cidade de Anadia:

Em Anadia existem espaços exíguos para as crianças, como atrás dos edifícios amarelos ou pouco depois do Repuxo (na direcção da Póvoa do Pereiro). Claro que aqueles espaços, apesar dos baloiços e afins, não têm qualidade (espaço, piso, etc e tal...) para serem chamados de parques infantis. Mas onde é que vamos fazer verdadeiros parques infantis? É bom que fique esclarecido senão alguém da Câmara ainda vai achar que o local certo para um parque infantil é junto ao Estádio...

Os terrenos da Câmara ficam fora da malha urbana. Os terrenos arborizados que existem dentro da cidade, e que podiam ser convertidos em parques urbanos, pertencem à Santa Casa da Misericórdia de Anadia ou a particulares, e esses não estão dispostos a perder dinheiro em nome do bem comum. O Monte Crasto é, em grande parte, de particulares que devem estar a pedir couro e cabelo pela capela que lá existe e não sei se não há lá algum património arqueológico. O Monte Crasto tem ainda a agravante de não morar praticamente ninguém nas imediações. Seria mais um projecto ao estilo do cine-teatro: um grande investimento mas desligado do resto da cidade...

domingo, 3 de julho de 2011

Anadia em queda populacional


saíram os resultados preliminares dos Censos 2011, e em Anadia verifica-se (em relação a 2001) uma queda da população residente de 7,62%, juntamente com um aumento dos edifícios e alojamentos de, respectivamente, 10,56% e 12,89%.

Estas são duas das causas principais para o aumento dos prédios com evidente falta de manutenção (para não dizer outra coisa...) no nosso concelho - se há muitas casas a mais para a gente que cá vive, de certeza que as casas já em pior estado vão ser abandonadas -, e a outra é o baixo rendimento da maior parte da população. Já anteriormente escrevi que gostava que o Plano de Regeneração do centro de Anadia se virasse para os edifícios já existentes. E toda a população podia ajudar...

A quebra populacional é, infelizmente, demasiado simples de explicar: as pessoas têm tendência para viver perto (em termos de tempo de deslocação) do local onde trabalham. Conseguir afirmar Anadia como um bom local para viver para quem trabalha em Coimbra ou Aveiro seria uma boa forma de inverter esta queda populacional...

sábado, 25 de junho de 2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Do saneamento para as ciclovias

(imagem sacada daqui, e aconselho a ler apesar de não ser exactamente o tema dest post...)


Acho muito bem que seja tentado o empréstimo através do BEI em vez de pedir o empréstimo à banca nacional que, neste momento, está já a cobrar juros agiotas. Mas isto não retira todo o risco ao empréstimo e espero que a aplicação deste dinheiro seja cumprida escrupulosamente. Também espero que, no futuro, esta dívida não estrangule as finanças camarárias. Será preciso que todos os partidos com assento nas reuniões camarárias e na Assembleia Municipal analisem exaustivamente o empréstimo, as obras a realizar, projecções económicas sobre o custo de manutenção da rede de saneamento. E eu não me importava nada se pudesse encontrar todo o projecto e todas as informações no site da Câmara...

No entanto, o que eu gostaria mesmo que acontecesse era a criação, em conjunto com a expansão da rede de saneamento, de uma rede de ciclovias e expansão da rede de fibra óptica e gás. 
  • o concelho tem o Velódromo Nacional e, para ser coerente com a aposta no ciclismo, deve ter uma rede de ciclovias, articulada com as ciclovias que podem ser criadas nos municípios vizinhos de Águeda e Oliveira do Bairro; 
  • a colocação das tubagens por baixo da ciclovia diminui os custos de manutenção futuros da rede de saneamento; 
  • pode, e deve, ser acompanhada pela expansão da rede de fibra óptica (ou, pelo menos, a sua pré-instalação), que pode depois tornar-se uma fonte de financiamento para o município pela via da taxa municipal de ocupação de subsolo, tal como a rede de gás;
  • tudo isto elevará a qualidade de vida que o concelho tem para oferecer aos seus habitantes, actuais e futuros...


sábado, 4 de junho de 2011

Agenda 21 Local (A21L)


Recentemente, a Mealhada lançou a sua Agenda 21 Local. Como eu sou apologista de que se deve copiar o que é bom (copiar também é uma arte...), gostava que Anadia seguisse um bom exemplo mesmo aqui ao nosso lado. Usam um blog como meio de fomentar a participação, com custos que podem ser reduzidíssimos para o Município.


 

A Agenda 21 Local (A21L) está intimamente ligada à organização territorial, nomeadamente aos PDM's. Digamos que um dos vectores de intervenção estratégica da A21L podem ser os planos de uso do solo. De facto, um mau ordenamento do território ou um urbanismo desqualificado é uma das piores ameaças à sustentabilidade, que mais frequentemente se encontra nos municípios portugueses. Mas não esgota de modo algum os desafios da sustentabilidade.

Obviamente, eu não me esqueço que em Anadia a revisão do PDM tem um atraso de mais de uma década. Mas talvez precisamente por isso seja ainda mais eficaz começar já a implementação da A21L, com a incorporação no próximo PDM da opinião de toda a população sobre quais os usos a dar ao solo. Seria certamente uma forma de decisão muito mais transparente e muito menos vulnerável às pressões de lobbies de construção e ao benefício de famílias e amigos próximos dos actuais líderes políticos. E até as escolas se podem envolver neste projecto.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Contas camarárias

Imagem sacada daqui!

Foram recentemente aprovadas, em reunião camarária, as contas da Câmara Municipal. Com os votos contra dos vereadores do PS, e com boas razões para isso. Acima de tudo saliento que ainda não se parou com a desorganização territorial e se continua sem uma estratégia coerente de fixação de empresas que possam aumentar o poder económico dos anadienses. Não há problema nenhum em ter várias zonas industriais de pequena/média dimensão espalhadas pelo concelho, mas é muito importante (e talvez já seja até um pouco tarde ...) ter pelo menos uma zona industrial com dimensão para acolher grandes industrias. Para fazer isso era necessário ter o PDM actualizado. E não se vai lá com queixinhas à comunicação social...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O PDM já fez estragos!


Já à bastante tempo que ando para fazer um post sobre um dos grandes problemas da nossa terra: as casas degradadas. Mesmo perto do centro de Anadia, em frente aos edifícios amarelos, foram recentemente demolidas duas casas que já estavam em avançado estado de degradação. Duas casas "gémeas" que eu sempre lá vi e que foi com pena que verifiquei o seu abandono. A demolição talvez tenha sido mesmo a melhor solução para aquela situação.

O programa de Regeneração Urbana devia incorporar soluções para estes casos de propriedade privada que claramente desvaloriza todos os imóveis à sua volta, e que chega a ser perigoso para quem passa na via pública (por favor, reparem nos papéis que estão nas janelas da casa em frente à Caixa de Crédito Agrícola Mútuo). Até vos conto o que vi naquela casa brasonada em frente ao supermercado da Cooperativa Agrícola:

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Arte(s) nas rotundas


Amanhã, alguns alunos vão ao Salão Nobre da CMA debater o património cultural. Tema interessante e que merecia que mais alunos participassem. Deixo uma ideia para debate: que tal pensarem em colocar obras de arte nas rotundas? Talvez fosse uma maneira de divulgar melhor o que de bom esta terra produz e produziu, em vez de se mostrar que falta algum conhecimento técnico na CMA, como por exemplo na rotunda nova que existe junto à Santa Casa da Misericórdia de Anadia, onde está uma palmeira a apodrecer. [ironia on] A razão porque uma palmeira que é tão bem regada morreu enquanto as outras que raramente levam alguma rega estão de boa saúde deve ser um dos mistérios de Fátima... [ironia off]