segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Despesas PRIVADAS de saúde muito acima do recomendado
"«Portugal apresenta melhores indicadores de qualidade e tem menos despesa per capita que a média da OCDE», uma inspecção do Health at a Glance indica que Portugal, em 2008, era o país do euro (e o 4º em toda a OCDE) onde os cidadãos mais custearam, em percentagem, as despesas de saúde. Nesse ano, pagámos quase 30% dos gastos totais com saúde, uma percentagem não só acima das médias da OCDE e da zona euro, para os países em que há dados, como muito acima daquela que a Organização Mundial de Saúde recomenda."
700 detidos numa manifestação pacífica
10.000 visualizações!
Obrigado a todos os leitores e viajantes da web pela atenção dedicada. Deixo um agradecimento especial a todos os que comentaram neste blog.
PS: Em breve farei uma reformulação do blog. Por favor, não se assustem!
domingo, 2 de outubro de 2011
Passitos, toma lá um conselho de amigo! (Parte 3)
Porra Passitos! Já me fizeste entender porque tiveste de tirar o curso numa universidade privada de baixa reputação: essa cabecinha linda não dá para mais...
Mas vou tentar explicar melhor a estupidez da atitude do governo ao veicular notícias sobre "previsões" de tumultos:
Após o PREC, não sei de mais tumultos em Portugal. Houve manifestações fortíssimas, bloqueios de estrada, etc e tal, mas até agora só vi a polícia a carregar sobre manifestantes e nunca o contrário. Mesmo no PREC não houve grandes tumultos: houve manifestações gigantescas e numerosas, com raros relatos de distúrbios. Só que além disso aconteceram atentados. Querem provocar atentados?! Não entendo... É que há muito maluco em 10.5 milhões de portugueses.
O uso dessa palavra tumultuosa só serve para acicatar os ânimos, criando condições para que grupos ou pessoas se tornem mais audazes.
Pode também ser pura má-fé do governo: arranjar desculpas para introduzir "elementos desestabilizadores" no meio das manifestações - estou a pensar, por exemplo, na de 15 de Outubro -, uma táctica que foi usada contra os Indignados espanhóis, foi habitualmente usada nas manifestações anti-globalização e é usada nas manifestações em torno das reuniões dos líderes globais.
Passitos, só mais um recado: está-me a dar gozo ver que sentes o cu apertado...
PS: Passitos, desta vez vão pagar as horas extras aos polícias?
Já se está mesmo a ver o filme
A Justiça tem destas coisas: pode ser manipulável. O caso de Isaltino corre o risco de prescrição porque todos os recursos (creio que não ganhou nenhum...) são entregues no limite final do prazo legal. Vá lá que este último foi entregue só 3 dias antes do final do prazo...
sábado, 1 de outubro de 2011
Links para o fim de semana
- "É o euro, estúpido", por João Galamba;
- "Apostasias e desatenções", por Palmira F. Silva;
- "A ignorância não usa gravata", por Dário Silva;
- "Com os sindicatos não vamos a lado nenhum! (...)", por Professores Contratados;
- "Génios", por Leonel Moura;
- "A diferença", por Nuno Serra;
- "Europa no labirinto", por Nuno Teles;
- "Liga dos impunes (resultados ao intervalo)", por Rui Rocha;
- "Com palhaço dá palhaçada", por Francisco Teixeira;
- "A subserviência em política", por J. M. Correia Pinto;
- "A. Cristas em águas pouco cristalinas", por é-pá!;
- "Portugal em autogestão", por Tiago Mouta;
- "Saiba qual é o supermercado mais barato no seu concelho", no JN (não aparece Anadia...).
1 de Outubro
Neste dia, em 1774, o Marquês de Pombal encerra um dos períodos mais negros da História portuguesa ao extinguir a Inquisição. Hoje é o poder económico e financeiro (aliado sempre a uma Igreja Católica muito oportunista e pouco cristã) que procura limitar a liberdade dos cidadãos - a independência económica dá liberdade aos cidadãos, e muita!... Hoje é dia de MANIF!!!
(imagem sacada daqui)
Será que é desta?
(imagem sacada do Diário de Notícias Madeira)
Pelo que percebo da campanha madeirense, Jardim continua o mesmo troca-tintas do costume e debita números para confundir, e sempre ajudado por comunicação social sustentada com dinheiros públicos. A Diocese do Funchal também está enterrada até ao pescoço com o tomate saltitante (alguns leitores perceberão agora melhor porque o laicismo é tão importante).
Uma boa parte da retórica nos últimos dias tinha sido à volta da divisão da dívida em directa, indirecta e administrativa. Repararam como ontem ninguém se interessou pelas partes das dívidas que são directas, indirectas, ou ainda mais indirectas? Pois foi assim que Portugal foi tratado pela troika...
Convém comparar o que é comparável: a dívida total portuguesa é de 160.5 mil milhões enquanto a dívida total da Madeira é 6.328 mil milhões de euros. Estão incluídas todas as dívidas directas, indirectas e administrativas. A dívida per capita dos madeirenses é de 24.913 euros e a dos restantes portugueses é de 15.047 euros – 10.000 euros de diferença.
Não devia ser exigido aos madeirenses nem mais nem menos que a todos os portugueses. Mas eu às vezes pergunto-me até que ponto os madeirenses se sentem realmente portugueses quando aparentemente se preparam para reeleger o indivíduo que meteu um défice orçamental de 23% só no ano de 2010! (repito: 2010! - com Portugal a ver as taxas de juro a serem atacadas, os neoliberais da UE a exigirem sangue e a Grécia na bancarrota) e que depois ainda insulta os continentais!
Gostava que os madeirenses me dissessem, muito a sério, se são portugueses…
Seja ou não seja reeleito Jardim, o fisco madeirense tem de voltar para a alçada do Ministério das Finanças. E caso Jardim seja reeleito, a Assembleia da República devia nomear um governador económico e financeiro para a Região Autónoma, durante o período em que terá de haver o congelamento de muitas das transferências do “continente” para a Madeira. Não se pode confiar em Jardim, nem se deve! E ontem já tivemos uma amostra da fidelidade ao dono. Estas reacções de tipo canino comovem-me...
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Põem e dispõem das vidas das pessoas
O que se passou com a segunda bolsa de colocação de professores foi "uma "trapalhada" que obrigou as escolas que quiseram publicitar horários anuais a lançar esses horários como temporários por imposição da aplicação informática do ministério: "Os senhores não quiseram fazer contratos anuais porque não quiseram pagar o mês de agosto", acusou Ana Drago." (RTP)
Claro que corrigir o erro parece estar fora de hipótese para a coligação governamental. Afinal, se acham que os patrões podem pôr e dispor da vida pessoal dos seus trabalhadores, é normal que façam o mesmo com os seus próprios trabalhadores...
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