- "É o euro, estúpido", por João Galamba;
- "Apostasias e desatenções", por Palmira F. Silva;
- "A ignorância não usa gravata", por Dário Silva;
- "Com os sindicatos não vamos a lado nenhum! (...)", por Professores Contratados;
- "Génios", por Leonel Moura;
- "A diferença", por Nuno Serra;
- "Europa no labirinto", por Nuno Teles;
- "Liga dos impunes (resultados ao intervalo)", por Rui Rocha;
- "Com palhaço dá palhaçada", por Francisco Teixeira;
- "A subserviência em política", por J. M. Correia Pinto;
- "A. Cristas em águas pouco cristalinas", por é-pá!;
- "Portugal em autogestão", por Tiago Mouta;
- "Saiba qual é o supermercado mais barato no seu concelho", no JN (não aparece Anadia...).
sábado, 1 de outubro de 2011
Links para o fim de semana
1 de Outubro
Neste dia, em 1774, o Marquês de Pombal encerra um dos períodos mais negros da História portuguesa ao extinguir a Inquisição. Hoje é o poder económico e financeiro (aliado sempre a uma Igreja Católica muito oportunista e pouco cristã) que procura limitar a liberdade dos cidadãos - a independência económica dá liberdade aos cidadãos, e muita!... Hoje é dia de MANIF!!!
(imagem sacada daqui)
Será que é desta?
(imagem sacada do Diário de Notícias Madeira)
Pelo que percebo da campanha madeirense, Jardim continua o mesmo troca-tintas do costume e debita números para confundir, e sempre ajudado por comunicação social sustentada com dinheiros públicos. A Diocese do Funchal também está enterrada até ao pescoço com o tomate saltitante (alguns leitores perceberão agora melhor porque o laicismo é tão importante).
Uma boa parte da retórica nos últimos dias tinha sido à volta da divisão da dívida em directa, indirecta e administrativa. Repararam como ontem ninguém se interessou pelas partes das dívidas que são directas, indirectas, ou ainda mais indirectas? Pois foi assim que Portugal foi tratado pela troika...
Convém comparar o que é comparável: a dívida total portuguesa é de 160.5 mil milhões enquanto a dívida total da Madeira é 6.328 mil milhões de euros. Estão incluídas todas as dívidas directas, indirectas e administrativas. A dívida per capita dos madeirenses é de 24.913 euros e a dos restantes portugueses é de 15.047 euros – 10.000 euros de diferença.
Não devia ser exigido aos madeirenses nem mais nem menos que a todos os portugueses. Mas eu às vezes pergunto-me até que ponto os madeirenses se sentem realmente portugueses quando aparentemente se preparam para reeleger o indivíduo que meteu um défice orçamental de 23% só no ano de 2010! (repito: 2010! - com Portugal a ver as taxas de juro a serem atacadas, os neoliberais da UE a exigirem sangue e a Grécia na bancarrota) e que depois ainda insulta os continentais!
Gostava que os madeirenses me dissessem, muito a sério, se são portugueses…
Seja ou não seja reeleito Jardim, o fisco madeirense tem de voltar para a alçada do Ministério das Finanças. E caso Jardim seja reeleito, a Assembleia da República devia nomear um governador económico e financeiro para a Região Autónoma, durante o período em que terá de haver o congelamento de muitas das transferências do “continente” para a Madeira. Não se pode confiar em Jardim, nem se deve! E ontem já tivemos uma amostra da fidelidade ao dono. Estas reacções de tipo canino comovem-me...
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Põem e dispõem das vidas das pessoas
O que se passou com a segunda bolsa de colocação de professores foi "uma "trapalhada" que obrigou as escolas que quiseram publicitar horários anuais a lançar esses horários como temporários por imposição da aplicação informática do ministério: "Os senhores não quiseram fazer contratos anuais porque não quiseram pagar o mês de agosto", acusou Ana Drago." (RTP)
Claro que corrigir o erro parece estar fora de hipótese para a coligação governamental. Afinal, se acham que os patrões podem pôr e dispor da vida pessoal dos seus trabalhadores, é normal que façam o mesmo com os seus próprios trabalhadores...
Um nó cego
(imagem sacada daqui)
Ri-me bué com esta notícia do JB. Andam umas almas penadas ali por Avelãs de Cima...
Nelson Rosa [Presidente da Assembleia de Freguesia - PSD] diz que “não é obrigado a saber as leis todas”. Ainda se pode aceitar que não se lembre de todas as leis, agora que não soubesse a legislação quando aprovou o novo regimento é muito grave. E, como o regimento foi aprovado por unanimidade, todos naquela AF têm a sua quota parte de responsabilidade. O presidente tem claramente a maior parte da responsabilidade.
Mas o pior é que, mesmo depois de lhe explicarem a legislação, Nelson Rosa decide revogar uma decisão que nunca teve valor jurídico. Olhem bem para a confusão que vai naquela cabeça...
Mais uma golpada
"Fracassada a tentativa de dispensar a justa causa no despedimento, surgiu uma proposta que, sem revisão constitucional, pretende alcançar idêntico objectivo. A ‘vantagem’ do método está à vista. Bastará a maioria parlamentar que apoia o governo para promover a alteração legislativa, não sendo necessária a maioria de dois terços exigida para a revisão constitucional."
Rui Pereira, ex-Ministro da Administração Interna
Quem votou no PSD agora devia borrar a cara com merda. E o CDS? Só interessam os jobs for the boys & girls? Ou querem ser minimamente úteis à sociedade e cortam com estas ideias malucas do PSD?
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
A falácia das gerações estanques
"Armando Santos [Presidente da Associação Nacional de Unidades de Diagnóstico por Imagem] acrescenta, depois, algo que merece profunda reflexão: "A rede de convencionados, que demorou 30 anos a construir, vai ser desmantelada em três meses." Pois. É preciso ter a noção de que as instituições da nossa vida colectiva demoram muito tempo a levantar, mais ainda a afinar, a "rotinar" (no bom sentido). E ter a noção de quão grande estrago pode ser feito em pouco tempo, desmantelando o que nos entregaram.
Da caixa de ferramentas dos que querem reduzir os direitos sociais faz parte a noção de "saque sobre as gerações futuras". Dizem eles: se o Estado gasta demais a proteger as pessoas de hoje, vai endividar-se, deixando a conta para pagar às gerações futuras. Estaríamos, pois, a explorar os nossos filhos e netos e bisnetos. Usam este argumento, como se não estivéssemos, ao mesmo tempo, a trabalhar para quem vem depois. É a falácia das gerações estanques. Acho que valia a pena, além de rejeitar esta falsa lógica de nos querer tomar por "prisioneiros do futuro", dar atenção também ao património legado pelas gerações passadas. Devia ser condenável, e condenado, que o legado das gerações anteriores fosse desperdiçado. Destruir em meses um ambiente institucional que demorou décadas a construir é desperdiçar um legado.
A facilidade com que se pode destruir um legado destes dá a medida da fragilidade das instituições. Esse é, de modo geral, um dos nossos grandes problemas como país. E é preciso pensar nisto para lá da dialéctica governo/oposição no momento."
Porfirio Silva (sublinhado meu...)
A idiotacracia
"(...) como explicar a caridadezinha imposta de «ao aluno que deveria receber o dinheiro caberá seleccionar “aquela que deverá ser beneficiada”», introduzindo logo à nascença um factor segregador social [ou "elevador social", como falava o parolo dos chapéus na campanha eleitoral] dando como adquirido que o aluno premiado não pode vir de uma família carenciada?"
José Simões
"Mas há, nesta história, uma lição suplementar: para dar à solidariedade, tira-se ao mérito. Um ministro da educação que ensina aos nossos jovens que solidariedade e mérito puxam a corda para lados opostos… é um verdadeiro ministro da má educação."
Dia 15 de Outubro - Manifestação MUNDIAL
Lição de vida para os putos
Por muito que faças por merecer, vai aparecer sempre algum cretino a reclamar o prémio por ti.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Sorria, está a ser gamado!
Todo o país contribuiu para a criação e crescimento da GALP. E a GALP, quando teve problemas financeiros, teve sempre a mão dos sucessivos governos a ampará-la (e bem!). A energia é um daqueles sectores estratégicos para um país, dos que não podem andar ao sabor das marés (leia-se "mercados").
Agora que já vale milhares de milhões de euros e "em termos de explorações noutros países, a Galp detém já reservas de petróleo que garantiriam auto-suficiência a Portugal por cerca de 30 anos" (in Público), toca a vender a única companhia petrolífera portuguesa por meia dúzia de tostões e a desbaratar a segurança energética nacional: "Estamos a suprimir as ‘golden shares' que o Estado detém nestas empresas e depois vamos começar o processo de privatização nos sectores da energia, até meio de Setembro" (Passos Coelho)
Ainda vamos ter de pôr este governo na cadeia por traição nacional...
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