domingo, 18 de setembro de 2011

Andamos nesta vida para quê?

"Ter um filho é um voto de fé. É acreditar que temos de fazer alguma coisa para que isto seja melhor, senão estamos a pô-lo num mundo terrível que vai ser ainda mais terrível. As pessoas que têm filhos deviam unir-se e fazer disto um mundo melhor."

Valter Hugo Mãe, numa (excelente) entrevista ao i, conduzida por Maria Ramos Silva. 

Post completamente gamado ao Pedro Correia.

sábado, 17 de setembro de 2011

Música do dia

As melhores criações da Natureza...


Sacada daqui!

O Povo Culto

"Os povos serão cultos na medida em que entre eles crescer o número dos que se negam a aceitar qualquer benefício dos que podem; dos que se mantêm sempre vigilantes em defesa dos oprimidos não porque tenham este ou aquele credo político, mas por isso mesmo, porque são oprimidos e neles se quebram as leis da Humanidade e da razão; dos que se levantam, sinceros e corajosos, ante as ordens injustas, não também porque saem de um dos campos em luta, mas por serem injustas; dos que acima de tudo defendem o direito de pensar e de ser digno."

Agostinho da Silva, in "Diário de Alcestes". Encontrado no Citador.

Revolução Global - Live Stream

http://www.livestream.com/globalrevolution

E não parámos até mandarmos nesta merda toda!


Sacada da Gui!

Economia my ass, é mesmo o dinheiro

"(...) Criou-se foi esta ficção do merecimento, que existe apenas para justificar que uma mão-cheia de pessoas ganhe quantias astronómicas.
(...)
É como se continuássemos todos a ser crianças e recebêssemos prendas quando saem as notas dos períodos escolares. Lamento informar que somos crescidos e não temos de ser recompensados porque fazemos o que temos de fazer, bem feito. Temos de trabalhar, fazer a nossa parte, com consciência de ser importante o contributo e viver o resto. Trabalhar, suponho eu, não será um desígnio natural do homem. É necessário. Faz-se."

Uma nação sem ideal desaparece rapidamente da História

"Qualquer que seja a raça ou o tempo considerado, o objectivo constante da atividade humana foi sempre a pesquisa da felicidade, a qual consiste, em última análise, ainda o repito, em procurar o prazer e evitar a dor. Sobre essa concepção fundamental os homens estiveram constantemente de acordo; as suas divergências aplicam-se somente à idéia que se concebe da felicidade e aos meios de a conquistar. 
As suas formas são diversas, mas o termo que se tem em mira é idêntico. Sonhos de amor, de riqueza, de ambição ou de fé são os possantes factores de ilusões que a natureza emprega para conduzir-nos aos seus fins. Realização de um desejo presente ou simples esperança, a felicidade é sempre um fenómeno subjectivo. Desde que os contornos do sonho se implantam um pouco no espírito, com ardor nós tentamos obtê-lo.Mudar a concepção da felicidade de um indivíduo ou de um povo, isto é, o seu ideal, é mudar, ao mesmo tempo, a sua concepção da vida e, por conseguinte, o seu destino. A história não é mais do que a narração dos esforços empregues pelo homem para edificar um ideal e destruí-lo em seguida, quando, tendo-o atingido, descobre a sua fragilidade. A esperança de felicidade concebida por cada povo e as crenças que constituem a sua fórmula representam sempre o factor da sua pujança. O seu ideal nasce, cresce e morre com ele, e, qualquer que seja, dota de grande força o povo que o aceita. Essa força é tal que o ideal actua, mesmo quando promete pouca coisa. Compreende-se o mártir, para quem a fogueira simbolizava a porta do céu; mas, que proveito podiam retirar das suas cavalgadas através do mundo um legionário romano e um soldado de Napoleão? A morte ou ferimentos. O seu ideal coletivo era, entretanto, bastante forte para velar todos os sofrimentos. Considerarem-se heróis dessas grandes epopéias era para eles um ideal de felicidade, um paraíso, presente divinamente encantador. Uma nação sem ideal desaparece rapidamente da história."

Gustave Le Bon, in "As Opiniões e as Crenças". Encontrado no Citador.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ou fazemos as elites pagarem a crise ou não saímos da cepa torta

(imagem sacada daqui)

Um dos maiores enganos com que somos constantemente bombardeados na nossa vida é que quem está no topo chegou lá por mérito e por saber mais que os outros. Inclusivamente, tentam impingir-me (a mim!) essa treta. Devem julgar que eu sou idiota...

Há algumas excepções que confirmam a regra, é certo, mas uma excepção não chega para criar uma regra. Assistimos constantemente à inversão de tudo o que é racional e lógico apenas porque dá jeito a alguém. Um dos casos mais evidentes é o domínio que as teorias económicas liberais têm na nossa sociedade. Historicamente, os períodos de maior expansão económica de qualquer sociedade capitalista corresponderam aos períodos em que a distribuição de rendimentos foi mais igualitária. E, no entanto, dia após dia, continuamos a ver a apologia da acumulação de capital. Dia após dia, continuamos a ver os rendimentos que vêm do trabalho a ser diminuídos para aumentarem os rendimentos de capital. Dia após dia vemos gente como Medina Carreira, Cantiga Esteves, César das Neves (só para dar alguns exemplos dos mais mediáticos) a repetirem erros económicos até à exaustão. Ora, se o que eles dizem/escrevem não bate certo com a História Económica, como é que eles conseguiram lugares de topo e serem apresentados como grandes sábios de Economia? A resposta é simples: servem os interesses de quem tem poder suficiente para os colocar nos holofotes mediáticos. Apenas e só isso. Os que têm o mérito de estarem correctos raramente têm as mesmas hipóteses de propagar as suas ideias.

Toda a gente sabe a cultura "da cunha" que existe no nosso país. Agora, muito sinceramente, como é que querem que apareçam muitas empresas nacionais suficientemente competitivas para se imporem nos mercados externos? Pois, não aparecem. Há só as tais excepções que confirmam a regra... 

Se queremos que o nosso país retome o caminho do desenvolvimento temos rapidamente de retirar o poder e o dinheiro às elites existentes (chamem-lhes os ricos, se vos ajuda a perceber quem são). Com os que estão actualmente a mandar, este país não vai nunca sair da cepa torta. São corruptos e incompetentes, e não sabem mais nada além de corromper e atirar as culpas dos seus erros para quem for idiota suficiente para comer e calar. E infelizmente há mesmo muitos idiotas...

Música do dia


GiraSol - Romeu e Julieta from MPAGDP on Vimeo.

As melhores criações da Natureza...

Sacada daqui!

O que será então a usura?...

"O Banco de Portugal (BdP) divulgou hoje as taxas máximas (TAEG) aplicáveis aos contratos de crédito aos consumidores no último trimestre deste ano.

Todos os limites máximos foram aumentados. A taxa do crédito pessoal, por exemplo, foi revista para uns tímidos 20,2%. A única excepção ao aumento dos limites registou-se nos cartões de crédito, mantendo-se nestes a razoabilíssima taxa máxima de 34,1%

A imposição de limites máximos é uma prática adoptada pelo BdP desde o final do ano passado. A aplicação de taxas superiores aos referidos limites é considerada usura. A aplicação de taxas inferiores não."

Maria da Conceição Tavares

Adorei ver esta entrevista da Professora Mª da Conceição Tavares. Aconselho muito o visionamento dos 3 vídeos que se seguem. Aprende-se mais com esta entrevista que com todas as entrevistas e debates que se vêm nas nossas televisões. Então o último vídeo é imperdível.





A liberdade de pensamento incomoda tanto...

"Julguei que era meu dever de cidadania dar pública notícia deste caso. Para que se saiba o que as coisas são. Está feito."

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Economia é uma ciência social que se chamava Economia Política

Este vídeo está a tornar-se viral. Desfrutem.

Música do dia

As melhores criações da Natureza...


Sacada daqui!

Hora de usar a arma dos fracos

"Yanis Varoufakis resume numa frase a bizarra abordagem convencional à crise na Grécia: “a economia grega, ou o que resta dela, deve ser arrasada para que possa ser salva da bancarrota”. Não resulta, claro, mas é a abordagem que também está ser seguida em Portugal, perante a passividade bovina das nossas elites, as que ainda designam por ajuda este crime económico. O que deve o governo grego fazer? Usar a arma dos fracos e declarar que, na ausência de uma solução decente para a espiral depressiva concebida entre Bruxelas e Frankfurt, todos os pagamentos aos credores terão de ser suspensos (entre pagar salários e pagar aos credores, não há como hesitar…), preparando assim uma reestruturação da dívida por sua iniciativa. Assim que um governo deixar de participar no bombardeamento económico do seu próprio povo, a crise muda de figura."

BCE próximo da insolvência

"O grande problema da falência da Grécia é que arrasta o BCE para a insolvência. É que o Banco Central Europeu é a entidade que tem mais obrigações da Grécia. Tem, no mínimo, 14% e directa e indirectamente está exposto a 40% da dívida pública grega (pssst: não digam a ninguém)"

E se não voltarmos a conseguir crescer acima de 2%?

"E se a crise em que estamos atravessados mudar de novo o "steady state" do crescimento da economia internacional? Isso pode acontecer. Podemos estar a chegar a um novo equilíbrio. Ninguém nos diz que daqui para a frente o mundo ocidental não voltará a crescer abaixo de 2% ao ano, ou próximo de 1%. Talvez na Europa, por exemplo, as economias mais pobres cresçam um pouco acima desses valores, pois, afinal, sempre haverá alguma recuperação do atraso a fazer. Mas, mesmo aí, o crescimento pode ser menos do que o que se registou desde meados da década de 1980."

O México é um narco-estado

Antes de mais, aviso já que as pessoas mais sensíveis não devem clicar no link.

Dois jovens que denunciaram crimes através da internet foram assassinados e os seus corpos pendurados de uma ponte com uma mensagem agarrada ao corpo. A polícia não faz comentários...