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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Qual é a ideia da direita?...

"Com as vacinas em dia, leiamos este artigo de Vasco Graça Moura no DN de hoje, do qual aqui transcrevo estes sugestivos parágrafos:

«Os problemas imediatos da Europa e de um país falido como o nosso não se resolvem com cortejos da ideologia desfilando nas ruas e avenidas e movimentos de massas. Tão pouco se resolvem com bloqueamentos do aparelho de Estado cujos resultados só podem ser negativos.
Como a situação vai piorar, as reacções corporativas tendem a agravar-se. Se não houver autoridade, rapidamente se chegará a uma situação de desregramento e conflitualidade social de consequências imprevisíveis.»

Não vou sequer mencionar o quão impossível teria sido este artigo há uns meses, nem o aproveitamento que a direita fez na anterior legislatura das manifestações de rua e o quanto estas lhe convieram. Como já percebemos, essa é a desfaçatez característica de gente politicamente rasca.
Mas acontece que este governo e os seus fanáticos admiradores estão manifestamente a descontrolar-se no que respeita à agitação social. Revelam-se mais agitados do que os potenciais agitadores. Será mesmo assim?"

domingo, 2 de outubro de 2011

Passitos, toma lá um conselho de amigo! (Parte 3)

Porra Passitos! Já me fizeste entender porque tiveste de tirar o curso numa universidade privada de baixa reputação: essa cabecinha linda não dá para mais...

Mas vou tentar explicar melhor a estupidez da atitude do governo ao veicular notícias sobre "previsões" de tumultos: 

Após o PREC, não sei de mais tumultos em Portugal. Houve manifestações fortíssimas, bloqueios de estrada, etc e tal, mas até agora só vi a polícia a carregar sobre manifestantes e nunca o contrário. Mesmo no PREC não houve grandes tumultos: houve manifestações gigantescas e numerosas, com raros relatos de distúrbios. Só que além disso aconteceram atentados. Querem provocar atentados?! Não entendo... É que há muito maluco em 10.5 milhões de portugueses.

O uso dessa palavra tumultuosa só serve para acicatar os ânimos, criando condições para que grupos ou pessoas se tornem mais audazes. 

Pode também ser pura má-fé do governo: arranjar desculpas para introduzir "elementos desestabilizadores" no meio das manifestações - estou a pensar, por exemplo, na de 15 de Outubro -, uma táctica que foi usada contra os Indignados espanhóis, foi habitualmente usada nas manifestações anti-globalização e é usada nas manifestações em torno das reuniões dos líderes globais.

Passitos, só mais um recado: está-me a dar gozo ver que sentes o cu apertado...

PS: Passitos, desta vez vão pagar as horas extras aos polícias?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

PAPEC (Processo de Amestração dos Polícias Em Curso)

Estes meus dois posts podem induzir algumas pessoas em erro e por isso convém esclarecer: a minha crítica não é para os polícias que querem receber a retribuição acordada pelo trabalho que desempenharam. Quem trabalha tem de receber, e o trabalho de polícia é um trabalho digno e essencial em qualquer sociedade civilizada! Já muito diferente é aquilo que o governo está a fazer: usar as remunerações em atraso para chantagear os polícias, exigindo-lhes em troca maior repressão sobre quaisquer contestações à governação. São coisas muito diferentes! E quando se compara os 70 milhões de euros que se devem aos polícias com os buracos da Madeira, do BPN ou dos submarinos, creio que fica bem clara a estrutura moral deste Governo: para os amigos, tudo; para quem trabalha ficam os restos e só se agradarem aos "donos"...